CLANTRANSDESTINA

HISTÓRIAS DE MULHERES TRANS EM SITUAÇÃO DE RUA

Instalação Artística ClanTransDestina

ClanTransDestina – histórias de mulheres trans em situação de rua. É um trabalho de escuta envolvendo 05 mulheres trans frequentadoras dos equipamentos do Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) de Santos e São Vicente.

Histórias reais de sonhos, amores, afetos, violências, opressões, preconceitos, transfobia, contadas dentro de orelhões por Natália Viana, Ana Paula Barbosa, Kelly McCauer, Marcela Ramos e Jéssica Aceoli. O orelhão, como mobiliário urbano, ocupou-se como o lugar onde a fala e a escuta disputava espaço com a propaganda pornográfica através do contato telefônico e imagens de profissionais do sexo. A rua e a prostituição por muitas vezes é a única opção ofertada à população trans.

Lançada junto ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado no Brasil no dia 29 de janeiro, ClanTransDestina, traz histórias de resistência da população de Travestis e Mulheres Transexuais em situação de rua e que tem urgência de visibilidade, representatividade e ocupação de espaços que sempre foram negados historicamente a nossa população.

Infelizmente, o Brasil segue na liderança do ranking dos assassinatos de pessoas Trans no Mundo, conforme publicado no último relatório da Trangender Europe (TGEU). Desde 2017, a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) realiza um trabalho de mapeamento desses assassinatos e mantém uma atualização constante sobre a violência contra pessoas trans no Brasil. Pelo levantamento da ANTRA, nesses 03 anos (2017 a 2019) perto de 500 transexuais foram brutalmente assassinadas.

Esse mapeamento, além de denunciar os casos de violência e violações dos Direitos Humanos contra a população trans, aponta a omissão do Estado brasileiro frente a estes dados, uma vez que o Estado não realiza um levantamento efetivo destes assassinatos, ignorando os índices alarmantes, e a própria violência com as quais os crimes acontecem. Esse mapeamento revela, também, que a maior parte da população Trans no país vive em condições de miséria e exclusão social, sem acesso à educação, saúde, qualificação profissional, oportunidade de inclusão no mercado de trabalho formal e políticas públicas que considerem suas demandas específicas. O não reconhecimento das identidades trans, o abandono familiar, a exclusão escolar e a exclusão do mercado de trabalho, são aspectos que levam a marginalização e a clandestinidade dessa população.

Parem de nos matar. Vidas trans importam.

Ficha Técnica

Coordenação geral, fotógrafo e artista plástico
Rodrigo Montaldi Morales

Pesquisa
Taiane Miyake Alves de Carvalho Rocha

Mulheres trans entrevistas
Natália Viana, Ana Paula Barbosa, Kelly McCauer, Marcela Ramos e
Jéssica Aceoli

Produção
Platão Capurro Filho

Designer
Betinho Neto

Assessoria de imprensa
Rafaella Martinez Vicentini

Marcela Ramos, uma das entrevistadas

Apoio Cultural:

• Secretaria de Desenvolvimento Social de Santos e de São Vicente, através dos setores: Departamento de Proteção Social Especial; Coordenadoria de Atenção a Pessoa em Situação de Rua; Centro POP; e Seabrigo-AIF.
• Comissão Municipal de Diversidade Sexual de Santos
• ANTRA – Associação Nacional de Travestis e Transexuais
• Colégio Parque Sevilha
• Sanatório Geral
• Bonita Produções

Ana Paula Barbosa, uma das entrevistadas e Rodrigo Montaldi

Agradecimentos:

Maite Schneider, Renata Carvalho, Luana Assumpção, Thays Villar, Ornella Rodrigues, Zecarlos Gomes e Valdo Pedro Coelho

ANTRA: Bruna Benevides e Keila Simpson
Prefeitura de Santos: Leandro Lapetina, Fernanda Bernardini de Araujo, Renato Corrêa, Leticia Dorigan, Aline Calacio, Marcela Tardelli, Cristiane Zamuner
Prefeitura de São Vicente: Esdras do Nascimento, Felipe da Silva Galvão, Maria Aparecida Pontes Ferreira, Rosiane Santos Gurgel, Daniela Origuela

Realização: Widia Cultural e Prefeitura Municipal de Santos, Secretaria de Cultura

Projeto realizado via Programa de Apoio Cultural – FACULT 2017 – Prefeitura Municipal de Santos, Secretaria de Cultura

Rodrigo Montaldi, idealizador, fotógrafo e artista plástico. Taiane Miyake, proponente e pesquisadora. Platão Capurro Filho, produtor.

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